Maurício Garrote
mostrar detalhes 9 set (3 dias atrás)
OU seja:os vampiros "atuais"negam:as figuras da morte,as figuras do
morto como raivoso e invejoso,e a figura de uma forma de vida que é só
corpo,que vive,anda e goza sem precisar de alma,e sem temer o inferno
Bem vindos nômades,tigres,ronins,solitários em busca de suas ìtacas que desde sempre sabem não existir,guerreiros que sabem que não são soldados,Sisifos que a cada vez voltam para reiniciar a ascenção com a pedra até o alto da montanha,desafiadores de deuses,companhia de Hermes,Dioniso e do crucificado;encontrem aqui breve descanso para a caminhada,estejam em casa da maneira provisória e fugaz que é dada aos como nós estarem em casa.
tigres
domingo, 12 de setembro de 2010
Vampiros
Os vampiros estão na moda.Nada de novo nisso,já que os morcegões
habitam com familiaridade o imaginário literário,cinematográficoe
teatral desde a publicação do "Drácula",de Bram Stoker,em meados de
1890.
O que chama mais atenção são as adaptações que as figuras noturnas tem
sofrido, adaptações por vezes mais delicadas do que simples mudanças
de corte de cabelo ou vestuário,como no cinema.
Por exemplo:há vampiros hoje que são contra a violência,e até contra o
sexo antes do casamento.Tudo bem,mudanças éticas são formas bastante
eficientes de adaptação.Mas há mudanças que não são tão explícitas,que
se efetuam no recalque de certos elementos do mito,e que são as que
mais nos interessam.Justamnente porque nesses recalques vão aparecer
elementos inquietantes de nossa época.
Primeiro:nos atuais modelos adolescentes de vampiro,vividos por moços
e moças lindos "de morrer",recalca-se um elemento tão importante do
mito como sugar sangue:os vampiros são corpos mortos animados,o que
lhes confere características importantes como a pele fria,a palidez
cadavérica,a magreza esquelética,em suma,o aspecto de um corpo morto.O
vampiro é uma figura da morte.
Daí que é difícil imaginar um(a) adolescente de hoje fascinado com tal
figura,cheirando mal,gelada e endurecida.Mais do que isso:o vampiro é
um corpo morto passeando por aí,não um moço que morreu mas não morreu
e vaga melancólico pelas paisagens da moda.Ou seja,o vampiro é uma
figura eterna da morte,e não de juventude eterna.
Segundo,o vampiro não é bem humorado;os mitos que deram origem à sua
figura têm sua origem em histórias de defuntos que voltam da tumba
para se vingar dos vivos,ou por eles estarem vivos,ou por não terem
honrado seus mortos como estes desejavam.Nessa vingança são
invejosos,cruéis,imorais,são puro ressentimento e amargura;são figuras
de desttruição e rancor.Nada a ver com jovens inconformados com um
mundo desumano(!) que caminham por uma eterna noite "blazé".
Terceiro,o vampiro é uma reação de pequenas comunidades européias
contra a visão cartesiana do humano que invadia ,através dos
colonizadores,o imaginário pagão da Europa oriental e central.
Contra um homem cartesiano composto de alma e corpo,que liberava sua
alma imortal no momento da morte,dando lugar a um corpo
-coisa-cadáver,"res extensa",o mito do vampiro contrapunha uma forma
de vida que prescindia da alma
.Claro que paralelo às epidemias de vampirismo dos séculos XVI e
XVII,a igreja entrou em campo com a idéia do vampirismo como
maldição,resultado de atos do morto como não ser
batizado,suicidar-se,ser filho ilegítimo,fornicar fora do
casamento.Mas fica no âmago das histórias da criatura noturna esse
desafio à antropologia cristã-cartesiana,o triunfo impertinente de
mortos vivos que andavam e desejavam sem precisar ter uma alma;mais
que isso,estavam livres da danação eterna no inferno,já que o que vai
para o inferno é a alma,coisa que eles não tem.
habitam com familiaridade o imaginário literário,cinematográficoe
teatral desde a publicação do "Drácula",de Bram Stoker,em meados de
1890.
O que chama mais atenção são as adaptações que as figuras noturnas tem
sofrido, adaptações por vezes mais delicadas do que simples mudanças
de corte de cabelo ou vestuário,como no cinema.
Por exemplo:há vampiros hoje que são contra a violência,e até contra o
sexo antes do casamento.Tudo bem,mudanças éticas são formas bastante
eficientes de adaptação.Mas há mudanças que não são tão explícitas,que
se efetuam no recalque de certos elementos do mito,e que são as que
mais nos interessam.Justamnente porque nesses recalques vão aparecer
elementos inquietantes de nossa época.
Primeiro:nos atuais modelos adolescentes de vampiro,vividos por moços
e moças lindos "de morrer",recalca-se um elemento tão importante do
mito como sugar sangue:os vampiros são corpos mortos animados,o que
lhes confere características importantes como a pele fria,a palidez
cadavérica,a magreza esquelética,em suma,o aspecto de um corpo morto.O
vampiro é uma figura da morte.
Daí que é difícil imaginar um(a) adolescente de hoje fascinado com tal
figura,cheirando mal,gelada e endurecida.Mais do que isso:o vampiro é
um corpo morto passeando por aí,não um moço que morreu mas não morreu
e vaga melancólico pelas paisagens da moda.Ou seja,o vampiro é uma
figura eterna da morte,e não de juventude eterna.
Segundo,o vampiro não é bem humorado;os mitos que deram origem à sua
figura têm sua origem em histórias de defuntos que voltam da tumba
para se vingar dos vivos,ou por eles estarem vivos,ou por não terem
honrado seus mortos como estes desejavam.Nessa vingança são
invejosos,cruéis,imorais,são puro ressentimento e amargura;são figuras
de desttruição e rancor.Nada a ver com jovens inconformados com um
mundo desumano(!) que caminham por uma eterna noite "blazé".
Terceiro,o vampiro é uma reação de pequenas comunidades européias
contra a visão cartesiana do humano que invadia ,através dos
colonizadores,o imaginário pagão da Europa oriental e central.
Contra um homem cartesiano composto de alma e corpo,que liberava sua
alma imortal no momento da morte,dando lugar a um corpo
-coisa-cadáver,"res extensa",o mito do vampiro contrapunha uma forma
de vida que prescindia da alma
.Claro que paralelo às epidemias de vampirismo dos séculos XVI e
XVII,a igreja entrou em campo com a idéia do vampirismo como
maldição,resultado de atos do morto como não ser
batizado,suicidar-se,ser filho ilegítimo,fornicar fora do
casamento.Mas fica no âmago das histórias da criatura noturna esse
desafio à antropologia cristã-cartesiana,o triunfo impertinente de
mortos vivos que andavam e desejavam sem precisar ter uma alma;mais
que isso,estavam livres da danação eterna no inferno,já que o que vai
para o inferno é a alma,coisa que eles não tem.
Devaneios
Cada vez mais os devaneios me parecem inseparáveis das situações de
restrição de liberdade.Quem devaneia é alguém que não pode sair
andando em direção ao objeto de seus devaneios.O adolescente que sonha
acordado com o encontro amoroso durante a aula,o prisioneiro que
sonha com a praia de dentro da cela,o passageiro do ônibus que sonha
com a cerveja na praça.A angústia do constrangimento físico se
volatiliza na leveza do que devaneia,e uma vez mais o sonhador sente a
potência do seu desejar.
O corpo restrito preso a um mundo de peso se torna leve etéreo e dança
nos caprichos do pensamento.Daí que o devaneio seja irmão do sonho e
da poesia;aqui a beleza já não é capricho,mas artigo indispensável
para a sobrevivência.
restrição de liberdade.Quem devaneia é alguém que não pode sair
andando em direção ao objeto de seus devaneios.O adolescente que sonha
acordado com o encontro amoroso durante a aula,o prisioneiro que
sonha com a praia de dentro da cela,o passageiro do ônibus que sonha
com a cerveja na praça.A angústia do constrangimento físico se
volatiliza na leveza do que devaneia,e uma vez mais o sonhador sente a
potência do seu desejar.
O corpo restrito preso a um mundo de peso se torna leve etéreo e dança
nos caprichos do pensamento.Daí que o devaneio seja irmão do sonho e
da poesia;aqui a beleza já não é capricho,mas artigo indispensável
para a sobrevivência.
domingo, 5 de setembro de 2010
Sobre a prática do profissional da ssaúde
O caminhante e sua sombra: Convite a interlocução: "Espero que esse lugar virtual sirva como um respiro para os que como eu tem insistido na batalha do dia a dia pela dignidade no a
tendimento..."
Se fõssemos escolher uma entre as várias capacidades necessárias para atuar em atendimento como profissional da saúde escolheríamos certamente a capacidade de implicação no destino humano/trágico de um outro além de si mesmo.
Capacidade de implicação:possibilidade de ser invadido por ondas de sentimentos,sensações corporais,imagens,a partir do contato com um outro.Essa sensibilização inclui um desejo de intervir,de embarcar no destino trágico do outro,no sentido de viabilizar o advir em ato de suas potencialidades singulares.
Embarcar nesse destino trágico não implica em uma idéia de "juntos para sempre,para o que der e vier"-a intervenção pode ser pontual,momentânea,ou contínua por longos períodos.O fato principal aí é o desejo de intervir na infinita cadeia de fatos que vão configurando um destino;de ver florescer,expandir,afirmar-se o outro nas suas possibilidades.
Lembrar que essa intervenção não é necessáriamente liga da a um alívio do sofrimento(mesmo porque são raras as vezes onde isso é possível).O gesto terapêutico vai no sentido de aumentar o potencial de vida disponível para o outro.Isso pode ou não resultar em alívio da dor.
Não falamos aqui da onipresente posição de compaixão pelo outro,pena do outro,de ocupar o vértice formado pela onipotência do salvador,a culpa do santo ou a arrogância do médico.O vértice oposto a esse é ocupado por um outro objetivado,passivo,coitado,desvalido,excluído,doente,em suma num suporte para a redenção de meus pecados,para a consagração do meu saber,para a tábua de minhas valorações,e por fim sentido de minha vida.
Não.
O que nos move no cuidado do outro é nosso desejo de afirmação de uma potência,resultante de um transbordamento de vida que nos excede.Um convite à luta contra uma circunstância adversa,um oportunidade de exercício de nossa força.Um desejo de expansão,vida desmedida que em seu exagero e prodigalidade ingênua se dá.Gozo quando sinto que adiciono força à vida do outro.
Não fazemos nada em nome de ninguém nesse campo.Ou fazemos por nós,como bolinadores escrotos usando a figura objetivada do "paciente"para nossa ascenção na escala do mercado,mercado das benesses do céu ou mercado das vitrines das competências científicas,humanitárias.Ou fazemos em nosso nome quando no canalizar de nossos transbordamentos de vida para o cultivo,o florescimento,a itensificação do destino do outro.
Destino trágico do outro:não anuciamos esperança de salvação,menos ainda de uma que pudéssemos garantir.Há que ser honesto e reconhecer que a vida do outro,como a nossa,é constante travessia,luta,superação;e sem sobremesa no céu.O destino humano é trágico-a potencialização do humano passa pela lida com o sofrimento.
Falamos de destino no sentido de que não há livre arbítrio,mas gestos,atitudes,coportamentos resultantes dos combates entre os fluxos,resultantes que montarão as cofigurações sempre provisórias da subjetividade.Esses fluxos mantêm-se em geral opacosà consciência:são anteriores à percepção de si do indivíduo,alheios ao seu conhecimento e projetos,acidentais,circunstanciais.Se figuramos a situação da ótica de um Eu,cabe a imagem de uma jangada na superfície do mar aberto transtornado por uma tempestade.(Imagens repetidas infinitamente sempre que se afirma a figura do Eu.)
Na ótica de um participante que se desloca,a imagem seria a de um feixe de fios de luz,ou da infinitude de microorganismos em interação em uma poça d'agua na chuva de uma floresta tropical.
Assim,a saúde do cuidador aparece no seu desejo de estar junto como a alegria exuberante de uma criança que corre pela primeira vez para o mar;um transbordamento de forças hipnotizado pelo desafio.
Nem sempre estamos investidos de tal prodigalidade;e aí não podemos usar ou dar o que não possuímos.
Voltando às idéias:elas foram criadas como unidades significativas constituindo dispositivos para avaliações urgentes:um predador que passou e deixou um vestígio,uma planta que pode ser comida,a possibilidade de ser atacado e assaltado em certas ruas (ou em todas)da cidde,a presença de uma doença que requer tratamento imediato.
Fundamentalismo:fazer de uma idéia um deus:absoluto,imutável,eterno,sem origem,sem fim.Objeto mágico,que portado por mim assegura que estou no caminho certo,que sou justo,bom.Garante que quem percebo como outro é do mal,que meu direito e dever é eliminá-lo.
Assim cruzamos na vida com várias configurações fundamentalistas de pensamento:religiosas,técnicas,científicas,universitárias.
Os fundamentalistas são seprew chatos de uma maneira inconfundível:falam da sua preciosa verdade com brilho nos olhos,olhando de cima ou para um ponto no infinito.Não dão risada-sorriem discretamente.São sempre amigos de uma moral:certo e errado saem fácilmente de suas bocas adornadas com um batom discreto ou com barbas comportadas.Alguns são ferozes,esbravejando imediatamente quando não obedecidos;outros são gentis,condescendentes,na certeza de que possuem a pedagogia que nos curará de nossa ignorância.Me lembro de uma entrevista de emprego onde me disseram que eu era livre para trabalhar como quisesse desde que dentro das rotinas preconizadas pela instituição.A bela entrevistadora terminava cada parágrafo professando sua fé pedagógica:"você está entendendo,não é?"
Há uma marca da convivência com esses senhores que merece ainda uma vez ser comentada:junto aos fundamentalistasde nossa cultura(sejam psiquiatras biológicos ,psiquiatras espirituais,psicanalistas,militantes da reforma psiquiátrica ou de outra boa nova):junto a eles nos sentimos sempre coo se não existíssemos.É como se (ou é mesmo)ao nos ausentarmos o satisfeito orador fosse continuar sua ladainha da mesma forma.(mesmo que fôssemos substituídos por ursos,robôs ou qualquer outra espécie de platéia).Haja potência de afirmação para sair ileso de seu convívio.
Não somos representados por nenhuma idéia ou pessoa;a idéia de que podemos ser representados por alguém é a idéia de que existe uma outra cena,outra instância,outro lugar,onde não podemos entrar por alguma inadequaçãocongênita.Nesse lugar tabu acontece algo muito gostoso,poderoso,que todos nós aqui fora queremos:sejam as reuniões dos senados,das lideranças,dos centros acadêmicos,as conversas dos adultos,as reuniões da diretoria,as brincadeiras do papai com a mamãe.A interpretação psicanalítica desse lugar como onde papai e mamãe fazem o papai e mamãe foi espirituosa;infelizmente a idéia foi rápidamente recuperada num novo fundamentalismo com o pretenso poder de decifrar-nos todos.
tendimento..."
Se fõssemos escolher uma entre as várias capacidades necessárias para atuar em atendimento como profissional da saúde escolheríamos certamente a capacidade de implicação no destino humano/trágico de um outro além de si mesmo.
Capacidade de implicação:possibilidade de ser invadido por ondas de sentimentos,sensações corporais,imagens,a partir do contato com um outro.Essa sensibilização inclui um desejo de intervir,de embarcar no destino trágico do outro,no sentido de viabilizar o advir em ato de suas potencialidades singulares.
Embarcar nesse destino trágico não implica em uma idéia de "juntos para sempre,para o que der e vier"-a intervenção pode ser pontual,momentânea,ou contínua por longos períodos.O fato principal aí é o desejo de intervir na infinita cadeia de fatos que vão configurando um destino;de ver florescer,expandir,afirmar-se o outro nas suas possibilidades.
Lembrar que essa intervenção não é necessáriamente liga da a um alívio do sofrimento(mesmo porque são raras as vezes onde isso é possível).O gesto terapêutico vai no sentido de aumentar o potencial de vida disponível para o outro.Isso pode ou não resultar em alívio da dor.
Não falamos aqui da onipresente posição de compaixão pelo outro,pena do outro,de ocupar o vértice formado pela onipotência do salvador,a culpa do santo ou a arrogância do médico.O vértice oposto a esse é ocupado por um outro objetivado,passivo,coitado,desvalido,excluído,doente,em suma num suporte para a redenção de meus pecados,para a consagração do meu saber,para a tábua de minhas valorações,e por fim sentido de minha vida.
Não.
O que nos move no cuidado do outro é nosso desejo de afirmação de uma potência,resultante de um transbordamento de vida que nos excede.Um convite à luta contra uma circunstância adversa,um oportunidade de exercício de nossa força.Um desejo de expansão,vida desmedida que em seu exagero e prodigalidade ingênua se dá.Gozo quando sinto que adiciono força à vida do outro.
Não fazemos nada em nome de ninguém nesse campo.Ou fazemos por nós,como bolinadores escrotos usando a figura objetivada do "paciente"para nossa ascenção na escala do mercado,mercado das benesses do céu ou mercado das vitrines das competências científicas,humanitárias.Ou fazemos em nosso nome quando no canalizar de nossos transbordamentos de vida para o cultivo,o florescimento,a itensificação do destino do outro.
Destino trágico do outro:não anuciamos esperança de salvação,menos ainda de uma que pudéssemos garantir.Há que ser honesto e reconhecer que a vida do outro,como a nossa,é constante travessia,luta,superação;e sem sobremesa no céu.O destino humano é trágico-a potencialização do humano passa pela lida com o sofrimento.
Falamos de destino no sentido de que não há livre arbítrio,mas gestos,atitudes,coportamentos resultantes dos combates entre os fluxos,resultantes que montarão as cofigurações sempre provisórias da subjetividade.Esses fluxos mantêm-se em geral opacosà consciência:são anteriores à percepção de si do indivíduo,alheios ao seu conhecimento e projetos,acidentais,circunstanciais.Se figuramos a situação da ótica de um Eu,cabe a imagem de uma jangada na superfície do mar aberto transtornado por uma tempestade.(Imagens repetidas infinitamente sempre que se afirma a figura do Eu.)
Na ótica de um participante que se desloca,a imagem seria a de um feixe de fios de luz,ou da infinitude de microorganismos em interação em uma poça d'agua na chuva de uma floresta tropical.
Assim,a saúde do cuidador aparece no seu desejo de estar junto como a alegria exuberante de uma criança que corre pela primeira vez para o mar;um transbordamento de forças hipnotizado pelo desafio.
Nem sempre estamos investidos de tal prodigalidade;e aí não podemos usar ou dar o que não possuímos.
Voltando às idéias:elas foram criadas como unidades significativas constituindo dispositivos para avaliações urgentes:um predador que passou e deixou um vestígio,uma planta que pode ser comida,a possibilidade de ser atacado e assaltado em certas ruas (ou em todas)da cidde,a presença de uma doença que requer tratamento imediato.
Fundamentalismo:fazer de uma idéia um deus:absoluto,imutável,eterno,sem origem,sem fim.Objeto mágico,que portado por mim assegura que estou no caminho certo,que sou justo,bom.Garante que quem percebo como outro é do mal,que meu direito e dever é eliminá-lo.
Assim cruzamos na vida com várias configurações fundamentalistas de pensamento:religiosas,técnicas,científicas,universitárias.
Os fundamentalistas são seprew chatos de uma maneira inconfundível:falam da sua preciosa verdade com brilho nos olhos,olhando de cima ou para um ponto no infinito.Não dão risada-sorriem discretamente.São sempre amigos de uma moral:certo e errado saem fácilmente de suas bocas adornadas com um batom discreto ou com barbas comportadas.Alguns são ferozes,esbravejando imediatamente quando não obedecidos;outros são gentis,condescendentes,na certeza de que possuem a pedagogia que nos curará de nossa ignorância.Me lembro de uma entrevista de emprego onde me disseram que eu era livre para trabalhar como quisesse desde que dentro das rotinas preconizadas pela instituição.A bela entrevistadora terminava cada parágrafo professando sua fé pedagógica:"você está entendendo,não é?"
Há uma marca da convivência com esses senhores que merece ainda uma vez ser comentada:junto aos fundamentalistasde nossa cultura(sejam psiquiatras biológicos ,psiquiatras espirituais,psicanalistas,militantes da reforma psiquiátrica ou de outra boa nova):junto a eles nos sentimos sempre coo se não existíssemos.É como se (ou é mesmo)ao nos ausentarmos o satisfeito orador fosse continuar sua ladainha da mesma forma.(mesmo que fôssemos substituídos por ursos,robôs ou qualquer outra espécie de platéia).Haja potência de afirmação para sair ileso de seu convívio.
Não somos representados por nenhuma idéia ou pessoa;a idéia de que podemos ser representados por alguém é a idéia de que existe uma outra cena,outra instância,outro lugar,onde não podemos entrar por alguma inadequaçãocongênita.Nesse lugar tabu acontece algo muito gostoso,poderoso,que todos nós aqui fora queremos:sejam as reuniões dos senados,das lideranças,dos centros acadêmicos,as conversas dos adultos,as reuniões da diretoria,as brincadeiras do papai com a mamãe.A interpretação psicanalítica desse lugar como onde papai e mamãe fazem o papai e mamãe foi espirituosa;infelizmente a idéia foi rápidamente recuperada num novo fundamentalismo com o pretenso poder de decifrar-nos todos.
sábado, 4 de setembro de 2010
Não defendemos nenhuma idéia.Usamos idéias para nos defender.Usamos idéias para combaater a angústia,a solidão,o medo do não reconhecimento,a impotência.
O pronome "nós" aqui não se refere a qualquer grupo de indivíduos.Fala da multiplicidade de forças em busca de afirmação que atravessa meu corpo agora,e possívelmente outros corpos .Daimons múltiplos faiscando por aí,pequenos Sacis,,Hermes menino roubando os bois de Apolo.Exus irrequietos habitando encruzilhadas.NÓS.
O pronome "nós" aqui não é um convite como"você não pensa assim também?"Esses convites para grupalidades falsas,pálidas,são formas covardees de exercer pode sobre o outro."Aquele é da minha turma,ele é como eu,ele vai fazer o que eu falar."Não.Lutemos pelo poder com elegância.
Não acreditamos em uma existência sem o exercício de poder sobre o outro.O nenê incide forças sobre o mamilo e todo o resto do corpo da mãe.O joão de barro fecha a fêmea em casa durante o crescimento do filhote.
No entanto existem formas reativas,covardes(pricipalmente porque não estão à vontade consigo mesmas),que não se declaram em combate desde o início,não buscam o combate aberto,mas o ataque a alguém que está fraco e não pode revidar.Assim a violência:a violência é o exercício de um poder sobre o outro quando o outro não tem como reagir;a violência é o gozo com essa forma canhestra,indigna de exercício de poder.
Assim,molestar uma criança é um exercício de podertipo VIOLÊNCIA.Tratar alguém com negligência no momento onde podemos fazer diferente é violência.A sedução barata de propostas grupalizantes perversas é violência.(junte-se a nós,você também pode,você é como nós)
Há os que são como hienas:esperam omais fraco e doente do grupo ficar para trás,e então atacam.Nada a ver com astúcia ou coragem;tudo a ver com covardia,a forma escrava de estar na vida.Há os que nascem para hienas.
O político que faz promessas que sabe que não vai cumprir;o apresentador de TV que seduz com um mundo que não existe(e ele sabe que não);pais que gozam com o medo que produzem nos filhos-há os que nascem para hienas.
Os que se escondem atrás de propostas humanitárias,democráticas,dizendo"eu sei o que é bom para você,povo,paciente,criança,louco"e gozam com o poder espúrio de alguém que bolina o outro no ônibus lotado:há os que nascem para hienas.
As hienas parecem estar sempre rindo;na verdade arreganham os lábios,mostrando os dentes,porque não se cntém de excitação .(como os que salivam enquanto falam,e tem que estar sempre engolindo a baba que escorre junto com seu discurso sedutor)
Somos habitados por uma multidão de figuras,idéias,desejos,afetos.Não só em termos do que guardamos na memória"mental",mas do que levamos impresso no nosso jeito de mexer o corpo,nas expressões faciais,estilos do vestir,entonações da voz.Podemos pensar o corpo como um multicomplexo dispositivo de captação,armazenamento,processamento,geração de forças;forças que são conhecidas pelo corpo como sensações,lembranças,sintomas,inflexões da vontade de poder.
Da mesma forma que só conhecemos a eletricidade pelo seu efeito(o giro da hélice do liquidificador),também cada uma das forças que incidem sobre o corpo é conhecida pelo seu efeito.Ou seja:o que o corpo conhece é o efeito.O corpo constrói a figura de um agente no espaço exterior como forma forma de lidar com o efeito(fazê-lo parar,fazê-lo continuar)
O corpo fala ao efeito:"mais"ou "pare".Lembrar que o corpo não diz só com a voz;o o corpo é o texto na teatralidade(mais ou menos óbvia,mais ou menos brega)histérica.
Lebrar que o corpo não é acometido só por forças motoras(que o empurram,compriem,esquentam,distendem).É acometido por ondas luminosas,pulsos eletromagnéticos,substâncias que o invadem pelos pulmões.O corpo é interface de infinitas dimensões ondem defletm infinitas forças.
Bebemos um café entre um atendimento e outro.Todo o corpo se organiza para buscar nesse quente líquido preto o açúcar,o calor,o sabor,a memória de situações de acolhimento,a experiência primeva de proteção e calor junto ao fogo;bebemos a possibilidade da construção de um abrigo,absorvemos o alimento quente como na primeira mamada,desaparecemos no escuro anônimo da morte ao final do café.
Lembrar que a memória não é uma marca permanente e imutável,produzida no passado,acessível hoje.A memória acontece no corpo,e portanto ela é construída de novo a cada unidade de tempo que o corpo vive;a cada batimento cardíaco,a cada inspiração(ou seja,a memória também é "inspirada",criativa).Sem sangue no sistema nervoso não há memória,sem açúcar no sangue não há memória,sem estimulação neurossensorial contínua do repertório experimentado não há memória.A memória não é uma entidade transcendente,guardada na alma de Santo Agostinho ou no hipocampo do neurologista.A memória é viva,precisa ser alimentada,é uma experiência corporal.
Tudo que fica impresso no corpo e passa a ser determinante na experi~encia do agora é memória.A memória genética,a memória na corporalidade,a memória nos gestos da moda que repetimos,as expressões faciais ddos atores americanoos que utilizamos.
O pronome "nós" aqui não se refere a qualquer grupo de indivíduos.Fala da multiplicidade de forças em busca de afirmação que atravessa meu corpo agora,e possívelmente outros corpos .Daimons múltiplos faiscando por aí,pequenos Sacis,,Hermes menino roubando os bois de Apolo.Exus irrequietos habitando encruzilhadas.NÓS.
O pronome "nós" aqui não é um convite como"você não pensa assim também?"Esses convites para grupalidades falsas,pálidas,são formas covardees de exercer pode sobre o outro."Aquele é da minha turma,ele é como eu,ele vai fazer o que eu falar."Não.Lutemos pelo poder com elegância.
Não acreditamos em uma existência sem o exercício de poder sobre o outro.O nenê incide forças sobre o mamilo e todo o resto do corpo da mãe.O joão de barro fecha a fêmea em casa durante o crescimento do filhote.
No entanto existem formas reativas,covardes(pricipalmente porque não estão à vontade consigo mesmas),que não se declaram em combate desde o início,não buscam o combate aberto,mas o ataque a alguém que está fraco e não pode revidar.Assim a violência:a violência é o exercício de um poder sobre o outro quando o outro não tem como reagir;a violência é o gozo com essa forma canhestra,indigna de exercício de poder.
Assim,molestar uma criança é um exercício de podertipo VIOLÊNCIA.Tratar alguém com negligência no momento onde podemos fazer diferente é violência.A sedução barata de propostas grupalizantes perversas é violência.(junte-se a nós,você também pode,você é como nós)
Há os que são como hienas:esperam omais fraco e doente do grupo ficar para trás,e então atacam.Nada a ver com astúcia ou coragem;tudo a ver com covardia,a forma escrava de estar na vida.Há os que nascem para hienas.
O político que faz promessas que sabe que não vai cumprir;o apresentador de TV que seduz com um mundo que não existe(e ele sabe que não);pais que gozam com o medo que produzem nos filhos-há os que nascem para hienas.
Os que se escondem atrás de propostas humanitárias,democráticas,dizendo"eu sei o que é bom para você,povo,paciente,criança,louco"e gozam com o poder espúrio de alguém que bolina o outro no ônibus lotado:há os que nascem para hienas.
As hienas parecem estar sempre rindo;na verdade arreganham os lábios,mostrando os dentes,porque não se cntém de excitação .(como os que salivam enquanto falam,e tem que estar sempre engolindo a baba que escorre junto com seu discurso sedutor)
Somos habitados por uma multidão de figuras,idéias,desejos,afetos.Não só em termos do que guardamos na memória"mental",mas do que levamos impresso no nosso jeito de mexer o corpo,nas expressões faciais,estilos do vestir,entonações da voz.Podemos pensar o corpo como um multicomplexo dispositivo de captação,armazenamento,processamento,geração de forças;forças que são conhecidas pelo corpo como sensações,lembranças,sintomas,inflexões da vontade de poder.
Da mesma forma que só conhecemos a eletricidade pelo seu efeito(o giro da hélice do liquidificador),também cada uma das forças que incidem sobre o corpo é conhecida pelo seu efeito.Ou seja:o que o corpo conhece é o efeito.O corpo constrói a figura de um agente no espaço exterior como forma forma de lidar com o efeito(fazê-lo parar,fazê-lo continuar)
O corpo fala ao efeito:"mais"ou "pare".Lembrar que o corpo não diz só com a voz;o o corpo é o texto na teatralidade(mais ou menos óbvia,mais ou menos brega)histérica.
Lebrar que o corpo não é acometido só por forças motoras(que o empurram,compriem,esquentam,distendem).É acometido por ondas luminosas,pulsos eletromagnéticos,substâncias que o invadem pelos pulmões.O corpo é interface de infinitas dimensões ondem defletm infinitas forças.
Bebemos um café entre um atendimento e outro.Todo o corpo se organiza para buscar nesse quente líquido preto o açúcar,o calor,o sabor,a memória de situações de acolhimento,a experiência primeva de proteção e calor junto ao fogo;bebemos a possibilidade da construção de um abrigo,absorvemos o alimento quente como na primeira mamada,desaparecemos no escuro anônimo da morte ao final do café.
Lembrar que a memória não é uma marca permanente e imutável,produzida no passado,acessível hoje.A memória acontece no corpo,e portanto ela é construída de novo a cada unidade de tempo que o corpo vive;a cada batimento cardíaco,a cada inspiração(ou seja,a memória também é "inspirada",criativa).Sem sangue no sistema nervoso não há memória,sem açúcar no sangue não há memória,sem estimulação neurossensorial contínua do repertório experimentado não há memória.A memória não é uma entidade transcendente,guardada na alma de Santo Agostinho ou no hipocampo do neurologista.A memória é viva,precisa ser alimentada,é uma experiência corporal.
Tudo que fica impresso no corpo e passa a ser determinante na experi~encia do agora é memória.A memória genética,a memória na corporalidade,a memória nos gestos da moda que repetimos,as expressões faciais ddos atores americanoos que utilizamos.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
O caminhante e sua sombra: Convite a interlocução
O caminhante e sua sombra: Convite a interlocução: "Espero que esse lugar virtual sirva como um respiro para os que como eu tem insistido na batalha do dia a dia pela dignidade no ll
atendimento..."
Há algum tempo atrás,entre um instante e outro,entre uma ilha de sentido e outra,procurando por um presente para alguém querido,fui capturado por uma circunstância estranha,silenciosa e significativa como a primeira gota de uma tempestade.
Dentro da pequena floricultura,escura,forrada de tristes flores que pareciam há muito estar sentindo que ninguém passava para olha-las-escuridão meia luz silenciosa,macia,mas com cheiro desses lugares onde não há tempo-atrás do balcão do fundo uma velha senhora parecia mais u entre os vasos de flores esquecidos.
O que produzia em mim aquela impressão de ruína de templo,de palavra última presa nos lábios ,esquecida no silêncio da despedida?
Dois pombos no chão.Mansos,sossegados,andando em dupla pela loja como um casal de velhos,uma caminhada sem destino que tornava opressiva aquela atmosfera de tempo parado.Mais pombos-agora vejo,são muitos;todos sem olhos.No lugar dos olhos o vazio,ou tristes pálpebras cobrindos órbitas vazias,cortinas fechadas sobre uma janela que não se abre.
Todos os pombos cgos.Como?De onde vieram?A velha no fundo escuro da loja,recitando uma frase tão vazia que só intesificava o silêncio solene de tudo aquilo."Eles foram aparecendo..."
A tempestade se transformou em várrias outras,como uma sucessão de pingos que tivessem todo o espaço para si próprios,um a um;pinga em meu rosto agora uma dessas gotas.Lágrima?
Colhido novamente por um desses hiatos entre um instante e outro,me recordo da solidão silenciosa dos pombos que haviam perdido a largueza dos vôos,não vendo mais as flores que assim perdiam a generosidade dos olhares.
Lágrima.Estrela única no céu sobre o mar.Olho cego deixado para trás pelas flores que agora dançavam sobre as ondas.Na praia,espelho espraiado sobre areia secular;ondas guarrdam entre seus murmúrios a confusão das vozes que já foram e o lugar ds que virão.
Amanhece.O sol é um enorme olho que não é cego-aquece com seu olhar terno todas as lembranças até então escondidas na noite;desperta os pássaros,desperta novamente as vozes em turbilhão-imenso olho flamejante que vê e com sua visão fecunda mais uma vez todas as histórias que ainda serão contadas,a promessa da fruta doce nos ventres escuros das sementes,propiciando a eclosão de todo oainda não visto ou vivido em surpresas radiantes-multicores.
Em algum lugar da memória a pequena loja também se ilumina;novas flores ensinam a outros pombos o vôo guiado pelo calor esperançoso ,acolhedor do olho que tudo naora na nova manhã.
atendimento..."
Há algum tempo atrás,entre um instante e outro,entre uma ilha de sentido e outra,procurando por um presente para alguém querido,fui capturado por uma circunstância estranha,silenciosa e significativa como a primeira gota de uma tempestade.
Dentro da pequena floricultura,escura,forrada de tristes flores que pareciam há muito estar sentindo que ninguém passava para olha-las-escuridão meia luz silenciosa,macia,mas com cheiro desses lugares onde não há tempo-atrás do balcão do fundo uma velha senhora parecia mais u entre os vasos de flores esquecidos.
O que produzia em mim aquela impressão de ruína de templo,de palavra última presa nos lábios ,esquecida no silêncio da despedida?
Dois pombos no chão.Mansos,sossegados,andando em dupla pela loja como um casal de velhos,uma caminhada sem destino que tornava opressiva aquela atmosfera de tempo parado.Mais pombos-agora vejo,são muitos;todos sem olhos.No lugar dos olhos o vazio,ou tristes pálpebras cobrindos órbitas vazias,cortinas fechadas sobre uma janela que não se abre.
Todos os pombos cgos.Como?De onde vieram?A velha no fundo escuro da loja,recitando uma frase tão vazia que só intesificava o silêncio solene de tudo aquilo."Eles foram aparecendo..."
A tempestade se transformou em várrias outras,como uma sucessão de pingos que tivessem todo o espaço para si próprios,um a um;pinga em meu rosto agora uma dessas gotas.Lágrima?
Colhido novamente por um desses hiatos entre um instante e outro,me recordo da solidão silenciosa dos pombos que haviam perdido a largueza dos vôos,não vendo mais as flores que assim perdiam a generosidade dos olhares.
Lágrima.Estrela única no céu sobre o mar.Olho cego deixado para trás pelas flores que agora dançavam sobre as ondas.Na praia,espelho espraiado sobre areia secular;ondas guarrdam entre seus murmúrios a confusão das vozes que já foram e o lugar ds que virão.
Amanhece.O sol é um enorme olho que não é cego-aquece com seu olhar terno todas as lembranças até então escondidas na noite;desperta os pássaros,desperta novamente as vozes em turbilhão-imenso olho flamejante que vê e com sua visão fecunda mais uma vez todas as histórias que ainda serão contadas,a promessa da fruta doce nos ventres escuros das sementes,propiciando a eclosão de todo oainda não visto ou vivido em surpresas radiantes-multicores.
Em algum lugar da memória a pequena loja também se ilumina;novas flores ensinam a outros pombos o vôo guiado pelo calor esperançoso ,acolhedor do olho que tudo naora na nova manhã.
domingo, 29 de agosto de 2010
Convite a interlocução
Espero que esse lugar virtual sirva como um respiro para os que como eu tem insistido na batalha do dia a dia pela dignidade no atendimento em Saúde Mental.Lembrando que a dignidade não está só nas formas do cuidado,mas na sobrevivência do cuidador como sujeito criativo e desejante.Nesses tempos de velocidade,ferocidade e eficácía,nunca é demais lembrar que a clínica da saúde mental só está viva enquanto surge como produção a dois,e o único instrumento de trabalho do clínico é seu próprio aparato psíquico,ou seja,a escuta de seu próprio corpo,suas lembranças,seus afetos.A percepção do si mesmo através das inflexões da vontade de poder.Haja Dioniso pra dar voz a isso no SUS!
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